Na adolescência tive um Snipe e há 5 anos comprei o Tikinho, um Spring 25 que foi o primeiro barco da família. Segundo minha esposa a estratégia foi apertá-los no 25 para que achassem o 36 um verdadeiro palácio. Mas sinceramente, nem precisava.
Corri regatas por 25 anos, pois era maneira mais fácil de me manter velejando sem ter barco. Mas os mais próximos sabem que meu objetivo sempre foi cruzeirar.
Em novembro de 2010 estava stressado, atolado de trabalho, quando apareceu um convite do Comandante Chagas, para ajudá-lo a levar o Intuição de Natal a Salvador. Aceitei na hora e embarquei dia 02/12 para Natal prevendo chegar a Salvador até 15/12.
Eu e Chagas (de óculos) entrando em Cabedelo. |
Quando cheguei no Iate Clube do Natal soube que havia um Delta 36 à venda, o Delirante.
Embora percebesse que já havia chegado a hora de fazer um upgrade não me interessei muito pois achava que seria "areia demais", um salto enorme!
Não estava ali procurando barco e seguimos viajem com o Intuição (Chagas, eu e Luiz Adry) parando em Cabedelo (Jacaré) e depois em Recife (Cabanga).
Quando chegamos no Cabanga o Delirante já estava lá, pois mesmo saindo de Natal depois de nós, era mais rápido e não havia parado em Cabedelo.
No Cabanga conheci a Simone, dona do Delirante e o Torpedinho e depois de algum papo acabamos indo a bordo para pegar uns dados no GPS. Quando entrei no Delirante fiquei impressionado. A Simone morava a bordo há alguns meses e o barco estava irretocável. Fiquei pensando no barco a noite toda.
No dia seguinte mesmo estando de saída para Maceió, passei no Delirante de manhã cedo, falei com a Simone sobre meu interesse, fui a bordo para conhecer o barco melhor e logo depois saí rumo a Maceió com o Intuição.
O combinado era nos encontrarmos em Salvador para continuar uma negociação, mas chegando em Maceió (dia 13/12) recebi uma ligação do trabalho avisando que eu teria que voltar ao Rio urgente. Peguei um avião e o Intuição desceu para Salvador sem mim.
Uma semana depois, dia 20, em mais uma coincidência, tive que ir a Salvador a trabalho. Aproveitei para passar na Bahia Marina e fechar o negócio. No dia seguinte raspei todo meu dinheiro do banco e fui ao cartório para assinarmos a papelada. Como dizem os baianos: Pronto. O Delirante tinha um novo dono.
Primeira foto do Delirante, ainda na Bahia Marina |
Até a próxima,
Marcelo Nunes
Veleiro Delirante